CARTA AOS MEUS ELEITORES E PARTIDÁRIOS

CARTA AOS MEUS ELEITORES E PARTIDÁRIOS
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A votação a favor do impeachment da presidente Dilma foi, sem dúvida, a decisão mais importante da minha vida política. A pressão veio de todos os lados. De um lado, estava o presidente do PDT, Carlos Lupi, insensível quanto à liberação da bancada para votar. Do outro lado, a maioria maciça dos meus eleitores, do clamor do RS e a minha consciência. Tive de fazer uma opção difícil, ou agradar a cúpula partidária ou ficar ao lado da minha consciência e dos meus eleitores. Tenho certeza que optei pela maioria dos meus eleitores e pela base partidária do PDT.

O fato de votar a favor da pátria verde e amarela, contra a corrupção e o PT, me colocou em uma situação inusitada dentro do partido, ou seja, propuseram a minha expulsão, cassação e intervenção nos municípios.
Tenho orgulho de representar o meu Rio Grande, os meus eleitores e o PDT, partido que pertenço há 28 anos cumprindo quatro mandatos de deputado estadual, sendo por duas vezes o mais votado e, por duas vezes deputado federal, sendo o mais votado na história do partido. Nem isso, nem a minha condição de Coordenador da Bancada Gaúcha no Congresso Nacional (escolhido pela terceira vez), foi capaz de sensibilizar a cúpula partidária. Para quem diz seguir os ensinamentos do Leonel Brizola, se faz necessário conhecer o Rio Grande do Sul: aqui, quem apoia a corrupção, corrupto também é. Eu não sou corrupto e nem quero ser visto desta forma. O PDT também me pertence. As três décadas de vida e participação ativa (muito andei pelo Rio Grande preparando candidatos e criando diretórios) e a minha admiração profunda por Leonel Brizola, me obrigam, ao menos, a invocar uma frase do nosso grande líder e herói nacional, que diz: “Nossos caminhos são pacíficos, nossos métodos democráticos, mas se nos tentam impedir só Deus sabe nossa obstinação”. E foi esta figura obstinada pela justiça e contra a corrupção que me guiei para entrar no partido. O ex-governador já era meu ídolo na infância. Lembro do meu pai, quando, certa vez, na lavoura, parou o cavalo baio na capinadeira, me disse emocionado: – VAI MEU FILHO, FAZ AÍ UM DISCURSO QUE NEM O BRIZOLA! Deste dia em diante, eu nunca mais o larguei. Agora querem me “calar” diante dele.
Desconhecem que procurei cumprir os preceitos fundamentais de Brizola. Não vou permitir que uma minoria, apague a minha consciência, interfira nos meus ideais e limite as minhas funções, e condicionem meus atos, obrigando a me distanciar do Rio Grande do Sul, do Brasil e dos meus eleitores. Não rasguei a minha história e nem a história dos meus eleitores, optei pelo PDT, por ser o Partido DEMOCRÁTICO Trabalhista, mas ultimamente não está fazendo jus ao nome.

Chegou a hora da mudança, chegou a hora da esperança ser renovada, nossa nação precisa sair da estagnação, precisa voltar a crescer, precisava do grito de liberdade, por isso dei o meu SIM ao processo de impeachment. Tenho convicção que tudo isso que está acontecendo será para o melhor do meu país.

Tenho a certeza de que Brizola estaria do meu lado e daqueles que querem acabar com a corrupção no nosso país. Amo o PDT e nele quero continuar a minha jornada política. Que o senso de justiça prevaleça.

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Deputado Federal Giovani Cherini – PDT

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